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E o problema é que eu sou inteira enquanto as pessoas estão acostumadas com metades, previsíveis e mornas.
Laura Seipel. (setembrode92)

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(Source: frasespoesiaseafins)



1 week ago · 1,728 notes · Reblog
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Andava com mania de suicídio e com crises de depressão aguda; não suportava ajuntamentos perto de mim e, acima de tudo, não tolerava entrar em fila comprida pra esperar seja lá o que fosse. E é nisso que toda a sociedade está se transformando: em longas filas à espera de alguma coisa. Tentei me matar com gás e não consegui. Mas tinha outro problema. Levantar da cama. Sempre tive ódio disso. Vivia afirmando: “as duas maiores invenções da humanidade foram a cama e a bomba atômica; não saindo da primeira, a gente se salva, e, soltando a segunda, se acaba com tudo”. Acharam que estava louco. Brincadeira de criança, é só disso que essa gente entende: brincadeira de criança – passam da placenta pro túmulo sem nem se abalar com este horror que é a vida. Sim, eu odiava ter que me levantar da cama de manhã. Significava que a vida ia recomeçar e depois que se passa a noite inteira dormindo cria-se uma espécie de intimidade especial que fica muito mais difícil de abrir mão. Sempre fui solitário. Você vai me desculpar, creio que não regulo bem da cabeça, mas a verdade é que, se não fosse por uma que outra trepadinha legal, não me faria a mínima diferença se todas as pessoas do mundo morressem. É, eu sei que isso não é uma atitude simpática. Mas ficaria todo refestelado aqui dentro do meu caracol. Afinal de contas, foram essas pessoas que me tornaram infeliz.
Charles Bukowski. (via thiaramacedo)

(Source: eles-dizem)



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Pensar sobre a vida me dava um tremenda dor de cabeça, sobretudo quando eu percebia que mais um ano havia passado sem que muita coisa tivesse mudado, ainda haviam tantas coisas que eu queria… eu corria atrás delas até me cansar demais até mesmo pra respirar e no entanto ainda não havia as alcançado. Não havia muito do que reclamar, eu não passava fome ou necessidade, ganhei mais roupas da minha mãe esse ano do que realmente precisava, não é como se eu tivesse todo o dinheiro que realmente queria, mais tinha tudo o que de fato necessitava. Naquele instante minha vida me entediava, tirando um ou dois dias em que conseguíamos reunir os amigos do ensino médio em volta de uma fogueira na beira da praia com muitos copos descartáveis e um violão, tudo parecia chato e comum demais pra mim.
Mas esta noite, era ano novo, eu poderia ter me sentido exausta durante muitas noites, mas essa não era uma delas. Nada de sete ondinhas, lentilhas ou uvas, esqueça os ramos de arruda, eu só precisava do mar e dos fogos.
O segundo em que o mundo faz a transição de um ano pra outro pode parecer sem graça pra alguns, poder ser a desculpa de outros pra encher a cara, mas eu, me sentia magicamente renovada, enchendo-me de forças como a maré. E entre todos os pedidos do mundo naquele ano resolvi apenas desejar “ok, surpreenda-me” .
Ls. (via distantedalua)


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